Ela está sempre presente, na distância, na dor, na ferida incurável, no amor mais antigo.A ausência nunca ganha outro nome, é sempre a presença que ganha novos sentidos, a presença dela no peito, na alma, em tudo aquilo que é capaz de corroer, quando tudo aquilo que realmente sente não é verdadeiro, não é puro, não é real.O pensamento de fugir dessa dimensão começa a prevalecer, começa a crescer e achar que é realmente o pensamento mais correto pro momento, ela sabe que isso pode acontecer se continuar tão presente no peito que incendiou, ela sabe que pode morrer comigo, com um simples corte nos pulsos, ou algo triste alojado na cabeça, na cabeça que tanto dói, de tanto de pensar, e que tanto pensa para não pensar na dor. É triste, ela sabe da tristeza, é atraente, ela sabe que é, mas prefere ficar presente, mas sem tocar, sem ter nada a dizer, apenas existindo dentro do silêncio que me envolve, e me mata.
João Paulo Corumba
“Sou o que os seus olhos transmitem para o seu cérebro”-JPC





